Perguntas Frequentes

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O que é Translucêncianucal?
É uma coleção de fluido subcutâneo na região da nuca fetal que pode ser visualizada pelo ultrassonografista entre 11 e 14 semanas. Nos últimos 10 anos diversos estudos têm demonstrado associação do aumento da Translucêncianucal a defeitos cromossômicos, múltiplas anormalidades fetais e síndromes genéticas. Além disso, alguns problemas cardíacos em fetos também podem ser detectados com este exame de "screening". A chance de alteração do cariótipo frente a Translucêncianucal aumentada é de 20% a 30%. Ela calcula o risco, mas não fornece diagnóstico.
Translucêncianucal aumentada é diagnóstico de Síndrome de Down?
Não. A Translucêncianucal quando aumentada não é capaz de garantir a presença de síndrome de Down. No entanto, neste grupo de pacientes, que corresponde a 5% da população, encontram-se aproximadamente 80% de todos os fetos com Down. Em uma população não selecionada, cerca de 6% de todos os fetos examinados entre 10 e 14 semanas terão uma espessura nucal maior que 2,5 mm.
O exame ultrassonográfico é garantia de feto 100% normal?
Não. A sensibilidade do ultrassom na detecção de anomalias fetais nunca é 100% em virtude de dificuldades técnicas como: obesidade materna, posição fetal, alteração do líquido amniótico, gestação múltipla, idade gestacional inadequada.

A sensibilidade da ultrassonografia de rotina (exame realizado para avaliação do crescimento e vitalidade, sem conotação com a morfologia fetal) em diagnosticar corretamente defeitos estruturais varia de 35% a 73%. Quando o exame é morfológico a sensibilidade em diagnosticar anomalias fetais pode chegar a 85%, quando realizado em torno da 22ª semana de gestação. O resultado de exame normal não exclui a presença de síndromes gênicas, retardo mental e anomalias estruturais.
É necessário mais de uma ultrassonografia durante a gestação?
No Brasil costuma-se pedir pelo menos quatro exames de ultrassom durante a gestação, conforme é recomendado pela SBUS - Sociedade Brasileira de Ultrassonografia e pela Sociedade Internacional de Ginecologia e Obstretrícia:

1 - Entre a 6ª e a 10ª semanas de gestação - visa determinar a idade gestacional, especialmente quando a datação for incerta, para se determinar a época para a mensuração da translucêncianucal. Esta informação é muito importante para se avaliar o desenvolvimento do bebê no decorrer da gestação, sendo que muitas vezes a mãe não lembra a data da última menstruação (e é com esta data que se calcula a idade gestacional);

2 - Entre a 11ª e a 14ª semanas de gestação - visa mensurar a translucêncianucal e calcular o risco de haver anomalias, principalmente as genéticas. No nosso laboratório associamos esse exame com a avaliação do osso nasal e Doppler do Ducto Venoso, que é um importante rastreador das anomalias cardíacas;

3 - Entre a 20ª e a 24ª semanas de gestação – visa realizar o estudo Morfológico completo do feto, rastreando até 85% das anomalias detectáveis pelo método e o Doppler das artérias uterinas, que pode prever se a paciente terá ou não risco de desenvolver a doença hipertensiva da gestação (eclampsia ou pré-eclampsia);

4 - Entre a 30ª e a 34ª semanas de gestação – visa determinar o desenvolvimento fetal, correlacionando-o com o esperado pela datação dos exames anteriores e, se abaixo do normal, deverá ser analisada cuidadosamente a placenta e realizar um estudo Doppler da gestação para determinar se a nutrição e a oxigenação do feto estão adequadas.

Os exames seriados durante a gravidez permitem avaliar o desenvolvimento normal do bebê. Também estimam o seu ganho de peso e avaliam se está adequado, assim como determinam o risco de prematuridade (nascimento prematuro do bebê), pelo estudo do colo uterino (pela via transvaginal).
O que é a Tireoide?
A tireoide é uma glândula em formato de uma borboleta que está situada ao redor da parte dianteira do seu pescoço, justamente abaixo do pomo de adão. A tireoide é a glândula responsável pela produção de hormônios que auxiliam no controle do seu metabolismo. Os hormônios produzidos pela tireoide têm efeito em quase todos os tecidos ou células do seu corpo.

O que a Tireoide faz?
A tireoide funciona como parte de um mecanismo de realimentação envolvendo uma parte do corpo denominada de hipotálamo e hipófise. Primeiro, o hipotálamo envia um sinal para a glândula pituitária ou hipófise através de um hormônio denominado de TRH. Quando a sua hipófise recebe esse sinal ela libera um outro hormônio na circulação denominado de TSH, que vai estimular a sua glândula tireoideana. Após receber o TSH , sua tireoide produz dois dos seus próprios hormônios (T3 e T4), os quais então entram na sua corrente sanguínea e afetam o metabolismo do seu coração, fígado, músculos e outros órgãos.

A sua hipófise irá monitorar os níveis dos hormônios tireoideanos circulantes, aumentando ou diminuindo a quantidade de TSH secretado, de acordo com a necessidade do seu organismo que, por sua vez, irá alterar a quantidade de hormônios tireoideanos, um contínuo processo de realimentação da informação codificada pelos hormônios circulantes no seu sangue.

Indicações do exame ultrassonográfico da Tireoide?
Existem muitas razões para se examinar a tireoide com ultrassom. As razões mais comuns seriam para oferecer mais informações para o seu médico:

1 - Sobre uma massa que seu médico sentiu na palpação ou observou no seu pescoço;
2 - Após alguma anormalidade ter sido detectada na sua tireoide em outros exames, tais como a cintilografia, tomografia computadorizada ou a ressonância magnética;
3 - Sobre a causa do aumento da sua glândula tireoideana e determinação do seu tamanho;
4 - A causa de dor ou inchaço na região da tireoide;
5 - Sobre anormalidades presentes na sua tireoide, tais como massa dos cistos;
6 - Tamanho e localização dos nódulos presentes na sua glândula (mapeamento dos nódulos);
7 - As características dos nódulos encontrados;
8 - A evolução dos nódulos previamente detectados, para verificar se eles se modificam em suas características, o que pode ou não indicar a cirurgia para removê-los;
9 - Sobre a presença de linfonodos no pescoço, os quais podem estar relacionados com a patologia tireoideana;
10 - Nos casos de câncer tireoideano operado, para verificar se há recorrência do tumor no local operado ou nos linfonodos cervicais.

Uma ultrassonografia da tireoide pode não oferecer todas as informações de que seu médico necessita, mas geralmente oferece uma análise morfológica muito detalhada de toda a glândula, que certamente irá auxiliá-lo a chegar ao diagnóstico correto.

Para isso, outros estudos ou exames poderão ser realizados, tais como: exames de sangue, biópsia ou aspiração de uma pequena quantidade de células de nódulos tireoideanossob direcionamento ultrassonográfico, ou, ainda, outros tipos de exames ultrassonográficos.
Por que eu necessito realizar o exame de ultrassom das mamas?
As informações obtidas de um exame físico da mama ou pela mamografia são frequentemente insuficientes para a realização do diagnóstico completo da mama.
A ultrassonografia mamária, realizada em conjunto com o exame físico ou com uma mamografia, pode identificar cistos, tumores, abscessos, linfonodos, ectasia dos ductos mamários, vegetações sólidas intra ductais, tumores incipientes nas paredes ductais, especialmente no tecido mamário muito denso, difícil de ser examinado, tanto pelo mastologista, quanto pela mamografia, devido sua capacidade de discernir cada camada tecidual e poder correlacioná-las com a anatomia e patologia das mamas.

Em alguns casos, as amostras dos tecidos (biópsia) ou das células (punção aspirativa) de uma área suspeita, podem ser necessárias para finalizar um diagnóstico específico. Se a biópsia ou a punção for necessária, a ultrassonografia pode ser realizada para direcionar a agulha e verificar se há ou não necessidade de uma cirurgia. As aspirações (remoção de um líquido) dos cistos mamários, também são comumente realizadas usando o direcionamento ultrassonográfico.

A ultrassonografia das mamas hoje não é mais um simples coadjuvante da mamografia, sendo considerado um dos principais métodos para detecção na mama jovem – mama densa.

O ultrassom de mama está indicado para:
1 - Caracterizar um nódulo presente na mamografia ou na palpação;
2 - Definir a conduta quando um nódulo papável não é visto na mamografia ou quando é visto na mamografia e não é papável;
3 - Esclarecer se as microcalcificações presentes no raio-X estão associadas a tumor ou se são provenientes de processos benignos;
4 - Esclarecer a mamografia inconclusiva (mamas densas, operadas ou irradiadas);
5 - Não expor a paciente à radiação ionizante (gestantes, jovens ou aquelas que já fizeram muito exame radiológico);
6 - Examinar mamas densas (com mastopatia fibrocísticas, gestantes ou jovens);
7 - Examinar mamas com prótese;
8 - Examinar mamas desestruturadas após uma cirurgia ou radioterapia;
9 - Pesquisar a dilatação dos canais da mama (ductos), especialmente quando há perda de secreção pelo mamilo;
10 - Direcionar biópsias para nódulos papáveis ou detectados em exames de imagem;
11 - Rastrear o câncer de mama em mulheres com menos de 50 anos (indicação consensual pelo AIUM, Instituto do Câncer e Instituto da Saúde dos EUA).

O que é a próstata?
A próstata é uma glândula que faz parte do sistema reprodutor do homem. É parecida com uma noz, quanto ao tamanho, formato e peso. A próstata envolve a uretra, que é um canal que leva a urina da bexiga até o pênis. Sua principal função é produzir uma secreção, que é eliminada durante a ejaculação por vários canais que se abrem para a uretra e se mistura com as secreções provenientes da vesícula seminal, formando o sêmen.

Por que o exame de próstata deve ser feito pelo reto?
A próstata está localizada entre a bexiga urinária e o reto, atrás do osso do púbis, o que impede o exame adequado pela via abdominal. Sua localização “escondida” atrás do púbis e ao redor da uretra, profundamente situada na pelve, muito difícil de ser examinada pelos métodos antigos, transformou a ultrassonografia pela via transretal em método de diagnóstico fundamental na detecção das patologias que a afetam.

Nem as medidas da próstata são corretas pela via transabdominal, devido à passagem do som ser bloqueada ao atingir o osso do púbis, o que impede a visualização completa da glândula, quanto mais a sua análise morfotextural e Doppler. Para a correta interpretação do PSA, para análise do crescimento da próstata ou da resposta ao tratamento, o volume prostático tem de ser estimado com precisão, o que exige a via transretal. Para a detecção precoce do câncer da próstata e de qualquer outra anormalidade sutil da mesma, também a via transretal se impõe.

O que é câncer de próstata?
O câncer de próstata é uma doença que compromete as células da próstata. Normalmente as células crescem e se dividem de forma ordenada, mas quando as células cancerígenas se desenvolvem, elas se multiplicam continuamente, quando deveriam parar. Esse crescimento e divisão celular desordenados são os responsáveis pela formação do tumor.

Os tumores da próstata, nos estágios iniciais do seu desenvolvimento, quando o tratamento é curativo, podem passar totalmente despercebidos, motivo pelo qual você deve periodicamente repetir seus exames de rotina, denominados “preventivos” (toque retal, dosagem do PSA e US transretal da próstata, com estudo Doppler). Somente os estágios mais avançados do tumor permitem que você o perceba, pois pode causar dores pélvicas ou ósseas, além da obstrução do fluxo da urina. Nesse estágio, quando já se difundiu para outras partes do corpo, as chances de cura, se reduzem significativamente.

Por que eu devo fazer um exame ultrassonográfico da próstata?
Muitas doenças envolvem a glândula prostática, incluindo as anormalidades da estrutura prostática, as infecções, os cistos, a hipertrofia (aumento) e o câncer, que é o mais comum do homem. O exame ultrassonográfico é usado, junto com o toque retal e outros exames laboratoriais, para detectar as doenças e as alterações prostáticas. A dosagem do PSA (antígeno prostático específico) no sangue, embora seja considerado um bom rastreador do câncer de próstata, detecta apenas 70% dos casos, sendo indispensável submeter-se ao toque retal e ao exame ultrassonográfico de alta resolução, associado ao estudo Doppler, para se detectar praticamente todos os casos desta moléstia, em especial o câncer em seu estágio inicial, que é curável.

Vendo por esse prisma, a situação do homem é melhor que a da mulher, que não dispõe de meios tão efetivos para o controle dos tumores de mama e ovário até o presente. Se uma área suspeita for identificada na ultrassonografia da próstata ou no exame transretal, uma biópsia poderá ser realizada sob direcionamento ultrassonográfico, para ser retirada uma pequena amostra de tecido, a qual será examinada ao microscópico por um patologista, que emitirá o laudo final.

Como é feito o ultrassom da próstata?
Para que não sinta dor durante o procedimento, 60 minutos antes será colocado um supositório (analgésico e anti-inflamatório) no reto. O procedimento é tolerado sem maiores desconfortos, tomando-se esse cuidado previamente. Como a próstata está localizada adjacente ao reto, o transdutor é coberto por dois preservativos, lubrificados e introduzido no reto. O feixe sonoro que irá se propagar terá de percorrer uma distância muito curta, o que resultará uma ótima qualidade de imagem (alta resolução). A sala de exame tem que permanecer na penumbra para que as imagens no monitor sejam bem definidas.

É necessária alguma preparação para realizar o exame de próstata?
Alguns pacientes podem precisar de enema glicerinado antes do exame. Se for realizada a biópsia, será necessária a utilização de antibióticos antes e depois do procedimento, além do flit enema, horas antes do exame. Se você estiver tomando aspirina, pílulas de alho ou anticoagulantes, eles terão de ser descontinuados de 7 a 14 dias antes da data marcada. Informe seu médico sobre qualquer medicação que esteja tomando ou se você é alérgico a alguma medicação. Se você for portador de prótese cardíaca, terá de receber uma dose extra de antibiótico endovenoso. Informe esses detalhes, quando marcar o exame.

Como me sentirei após o exame ultrassonográfico de próstata?
Não há dor ou desconforto após o exame. Entretanto, após qualquer exame retal, você poderá ter uma evacuação com muco ou sangue, especialmente se tiver hemorroidas. No caso da biópsia, a maioria dos pacientes relata sangramento nas fezes, na urina ou no sêmen, após o procedimento. O sangramento pode durar desde dias, até semanas após a biópsia.

Existe um baixo risco de infecção, no caso de ser feita a biópsia. Se você tiver febre, dor ou qualquer outro sintoma incomum após o procedimento, pode ser uma infecção e deverá contatar o seu médico, para que ele prescreva antibióticos adicionais. Se a infecção acontecer, em geral é pequena e pode ser tratada facilmente, desde que relatada imediatamente. Recomenda-se que não viaje até dez dias após o exame ou que tenha um médico que possa atendê-lo no local de destino.

Por que eu devo fazer um exame ultrassonográfico da bolsa escrotal?
Existem várias razões para se fazer um exame ultrassonográfico da bolsa escrotal. Algumas das mais comuns são:

1 - Para investigar dores na bolsa escrotal, as quais incluem a orqui-epididimite (inflamação), torção testicular e varicocele;
2 - Para investigar massas detectadas pelo médico no exame físico do abdome ou virilha e descobrir o órgão ou estrutura da qual se originou, o que pode incluir o testículo;
3 - Para investigar massas detectadas pelo médico no exame físico da bolsa escrotal e determinar sua natureza e local de origem, o que inclui o câncer testicular, cistos ou tumores do epidídimo;
4 - Para avaliar causas de aumento da bolsa escrotal, como a hidrocele (coleção de líquido ao redor do testículo), hérnias, edema, inflamação ou infecções escrotais;
5 - Para avaliar as causas de infertilidade, tais como as varicoceles, as atrofias testiculares ou obstrução dos vasos deferentes (cordão espermático);
6 - Para avaliar as lesões provocadas por traumas na bolsa escrotal;
7 - Para localizar os testículos que não desceram para a bolsa escrotal (criptorquidia).